Pharrell Williams Brasil

Tag - Lauren London

Clones Especial: 8 Razões Porque o Clipe de Frontin’ Mudou Minha Vida

Neste post irei comentar sobre o clipe Frontin’. Se ainda não assistiu esse clipe, faça um favor a você, a mim e a humanidade, e assista:

Agora, o que tenho a dizer sobre ele:

Tinha 18 anos. Basicamente, tudo que eu fazia na época era trabalhar e ficar horas assistindo MTV e o programa de vídeo clipes TVZ da Multishow. Eu já era fã da música do cara que aparecia em “Boys” (Remix) da Britney, em “Excuse Me Miss” do Jay Z e em “Like I Love You” e “Señorita” de Justin Timberlake. Mas, eu nem imaginava que essa admiração tomaria grandes proporções.

Eu não tinha muito acesso a internet. Então, quase todo dia, a caminho do trabalho, eu parava em uma lan house. Gastava todo dia uma hora no lugar. E um dia decidi pesquisar a fundo sobre Pharrell Williams.

Achei um site: http://www.clonesarecoming.com/

Lá anunciava o futuro lançamento do álbum “The Neptunes Present.. Clones” e mostrava o vídeo do single Frontin’, de Williams.

Cliquei. Esperei uns 10 minutos para carregar enquanto via emails e outras coisas. Clipe carregado. Comecei a ver:

8 Razões Porque o Clipe de Frontin’ Mudou Minha Vida.
Por Rafael Cruz

1. A atitude de Pharrell Williams.
Ao contrário de todos os cantores de R&B que eu já tinha visto, até aquele momento, Pharrell, em Frontin’, não tenta ser o cara mais sexy do mundo. Ele faz, mas não do jeito convencional do estilo musical. É meio tímido, até meio desengonçado, mas funciona. E ele não faz coreografia enquanto fica atrás das garotas, ele não fica lambendo os beiços e alisando o próprio corpo. Não tem nada desses clichês R&Bistícos. Williams tem a atitude no vídeo que você olha e pensa: eu poderia facilmente fazer isso. Eu poderia ser esse cara aí (excluindo a parte que ele entra na garagem e tem um carrão, e que um dos convidados da house party é nada mais nada menos que Lenny Kravitz). Com roupas largas de skatista, flertando com garotas que não estão super produzidas (porém lindas), e com copos de plástico na mão. Pharrell é apenas um cara normal fazendo coisas normais, mas de um jeito super legal.

2. As garotas.
MEU DEUS, AS GAROTAS! Uma das coisas que se nota nas mulheres do vídeo é que nenhuma está fazendo twerk, ou “making it clap”. E muito menos estão seminuas.
O vídeo está cheio delas e todas muito bonitas e estilosas. Já dava para sentir o gosto de Pharrell Williams por “mulheres diferentes”. Mas vamos falar de duas delas:
Lauren London, senhoras e senhores. Só depois de uns 3 anos que eu descobri o que esse vídeo fez com London (ela ficou famosa e virou a queridinha do hip-hop e R&B). Mas vamos falar o que Lauren fez comigo. Ela explodiu minha mente com suas covinhas, seu sorriso e jeito. Tem essa parte em especial, um pouco antes de 2 minutos de vídeo, em que ela assume a frente deixando as outras pra trás, com um sorriso sacana, ela faz isso:

Lauren-London-Frontin-Video-Then-We-Locked-Eyes-Pharrell-Williams-Brasil

Mas ela não consegue me matar. Quem mata é Lanisha Cole. Pharrell, aonde você achou essa mulher? Ela é a negra de pela escura que está usando um trucker hat (ela até está na capa do single com ele). Toda vez que vejo o vídeo e, bem no começo, quando ela fala a “senha” para entrar na festa “Neptunes Presents The Clones” com aquele sorrisão, com os dentes mais brancos do mundo, eu sinto um tipo de arrepio e fico todo bobo. Que coisa linda! Outra coisa legal dela é que, desde a primeira vez que vi o vídeo, percebi ela sendo a um pouco tímida. Fora o tom da pele que dá água na boca. E falando em boca …*lambe os beiços com sede* a boca dela. Preciso falar da parte que ela tá de cara a cara com o P e manda um beijo para ele e sorri? E no final que ela fica sorrindo o tempo todo com um jeito mais acanhado e lindo e fofo e aaahhhh*drops dead*

pharrell-williams_-frontin_-lanisha-cole

3. House Party
Esse estilo de festa nunca foi tradicional aqui no Brasil. Lembro que depois do vídeo tudo que eu queria era fazer uma festa nesse estilo: cheia de copos vermelhos, amigos de todos os estilos, garotas, um HALF de skate no meio da sala, um aparelho de som foda e bebidas.

house-party-frontin-vide-pharrell-williams-brasil

Se eles tivessem aproveitado esse vídeo para lançar qualquer marca de qualquer produto, eu, e mais uma legião de fãs, teria comprado tudo na época. Mas, eles foram elegantes. Venderam só a Billionaire Boys Club no vídeo e, vocês sabem, história foi feita. Falando nisso…

4. Billionaire Boys Club
Acho que muita gente vai se familiarizar com tudo que estou dizendo. Principalmente, o que vou dizer sobre uma das marcas mais cobiçadas de streetwear da última década. Billionaire Boys Club e ICECREAM devem ser uma das brands de roupas mais bem vendidas por um rapper/cantor desde a Roc A Wear (Jay Z). Depois desse vídeo, Pharrell era visto com a clássica camiseta, com o logo da cabeça de astronauta e as siglas da marca, em todo lugar. A marca virou o meu sonho de consumo e de toda molecada fã da Era Star Trak. Quando o vídeo foi lançado, a marca nem tinha sido lançada ao público. Marketing de primeira! Pharrell, até comentou em uma entrevista para a Complex que “foi tudo calculado, mas no sentido de que eu sabia o que eu queria ver no meu vídeo, não no sentindo de ‘vamos vender tantas camisetas’. E não foi porque íamos lançar a marca, mas porque eu apenas queria vê-la na tela. Queria mostrar pra todos o meu mundo. Na época, eu estava fazendo Billionaire Boys Club apenas para mim.”
Sem falar da Bape, que aparece apenas com o NIGO, mas faz parte de toda essa época.
As camisetas da BBC custavam 150 dólares. Eu fui ter a minha primeira em 2010. E depois de mais de 10 anos, a marca veio parar aqui no Brasil. Antes tarde do que nunca.

5. Jay Z e o verso do Jay Z

Preciso dizer mais alguma coisa?

6. O style
Todo mundo e tudo está estiloso no vídeo. As roupas, o carro, as telas digitais, o aparelho de som, o half no meio da sala, a maquina fotográfica digital (que poucas pessoas tinham na época).

frontin-feat-jay-z-estilo-style-pharrell-williams-brasil

Tudo foi feito para atingir a geração daquela época. Pharrell trabalhou muito bem o conceito teen descolado que já estava nos vídeos do N*E*R*D. Ele estava se comunicando muito bem com a molecada. Ao mesmo tempo que o clipe “cheirava a espírito jovem”, era tudo muito novo. Eu queria tudo aquilo, porque o vídeo se conectou com o Rafael que se sentia diferente. Que percebia que todo mundo fazia a mesma coisa. E por isso, eu queria mais.

7. Me “tirou de uma caixa”
Todo meus amigos em 2003 queriam as mesmas coisas: uma Honda Bis, um Tênis da Reef e uma bermuda de surf. Então, eu vejo esse vídeo. Logo, eu também queria uma pista de skate dentro da minha Penthouse (mesmo não sabendo andar de skate, mas, eu era viciado no jogo “Tony Hawk Pro Skater”, conta?). Também queria uma Ferrari Maranello. Também queria uma cama kingsize que poderia caber, facilmente várias garotas, as quais eu ficaria dançando ao som de Frontin’, enquanto, televisores no meu corredor ficassem passando imagens sincronizadas com a música. Mas, eu nem ousava falar isso para meus brothers.
Enquanto todos meus amigos queriam roupas de surf, que era a “modinha” da época, eu queria usar roupas estilo urban. “Streetwear”. Que na época era “roupa de skatista”. Enquanto, todos iam à Central Surf, eu queria ir à Galeria do Rock ver se achava um Nike Dunk que eu vi no pé de Chad Hugo na capa do Clones. Minha galera já sabia que eu não era como eles: eu ouvia Queen, Michael Jackson e, acreditem se quiser, boybands, enquanto todo o resto ouvia pagode e reggae. Então, quando eu vi que Pharrell estava fazendo tudo aquilo (pop, rock e hip-hop no N*E*R*D) senti como se finalmente tivesse achado uma rota a seguir.

8. Pharrell é o cara mais legal do mundo
Ok. Esse site fã brasileiro que fala sobre Pharrell Williams só aconteceu porque eu vi esse vídeo. Ponto final!
Frontin’ é o primeiro single oficial de Pharrell como artista solo. Foi a partir dessa música e vídeo que ele virou o “Pharrell Williams”. Todo mundo sabia seu nome. Ele não era mais apenas o cara do lado do Jay Z, ou do Busta Rhymes, ou do P. Diddy. Esse vídeo estabilizou a imagem de Williams como um novo ícone da música, de atitude, de estilo e, principalmente, do “COOL”. Desde então, isso não mudou. Ao menos não no meu mundo.

Fonte: Complex