Pharrell Williams Brasil

Pharrell Williams Ao Vivo No Lollapalooza Brasil – Review de Fã

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Pharrell-Lollapalooza-2015-Review

Por Rafael Cruz.

Pharrell tocou ontem no festival Lollapalooza Brasil 2015 e eu estava lá. E decidi fazer um review dessa experiência a partir da minha visão de fã como foi estar lá no Autódromo de Interlagos para ver o cara que me inspira a manter esse site.

Cheguei no Lolla na metade do show do Foster And The People. Eles tocaram no palco Skol, o mesmo do Pharrell. Após o final do show da banda, fui para a pista, que esvaziou quase totalmente, sobrando algumas pessoas na grade que, provavelmente queriam ver o P.

Encontrei com amigos que fiz na internet por causa do P. Estavam todos ansiosos. Entre conversas, combinei com eles de “continuarmos cantando Beautiful mesmo quando Pharrell parasse”. Todos toparam.

Confesso! Estava pessimista quanto o número de pessoas que iriam ver Williams no festival. Falei para diversos amigos que o evento tinha se precipitado ao chamar o cara para ser headliner. Acabou que quem estava sendo precipitado era eu.

Quando deu o horário do show, 20h15, e Pharrell não tinha subido ainda, a pista do palco Skol já estava com muito mais gente que eu esperava, até que quando ele começou a cantar eu nem conseguia ver até onde ia o público.

A performance começou com “Come Get It Bae”. Todo mundo já estava enlouquecendo. Cantando alto. Dançando muito. Eu já estava fora de mim.

Logo depois veio o segundo maior hit do cara: Frontin’. A galera que tava perto de mim, que em sua maioria eram fãs como eu, de longa data, gritava as letras. As pessoas tentavam dançar no meio do empurra-empurra e ao mesmo tempo erguiam o pescoço para tentarem ver P no palco. A energia era de elevar um avião. Uma grande amiga, que é tão fã quando eu, estava na minha frente e fez questão de olhar para trás e me mostrar a cara de satisfação por estar vendo o cara performar o que pode ser a música favorita de todo mundo que acompanha o trampo dele desde o começo dos anos 2000.

E depois veio “Hunter”. Essa música ao vivo é FODA! O swing. O ritmo. As BAES dançando. Eu dancei my ass off nessa parte. Eu tava com as mãos para cima, dançando e cantando. Foi quando olhei pro lado e vi outro grande fã do Pharrell, que conheci nas redes sociais da vida, estava cantando fervorosamente como se estivesse na igreja pedindo a Deus por um milagre. Eu não estava sozinho sentindo toda aquela energia.

Em “Marylin Monroe”, muita gente cantou! Sério! MUITA GENTE! Eu ouvi um coro alto. E eu nem gosto muito dessa música. Quer dizer, agora, depois do Lollapalooza, ela tem algo especial.

O Medley clássico: “Hot In Herre” (Nelly), “Give 2 Me” (Jay Z) e “Pass The Courvoisier” (Busta Rhymes). Que loucura que foi! Eu agarrei todo mundo que estava em minha volta e pulamos tão alto que achei que o chão ia ceder! “Don’t This Shit Make My People Wanna Jump, Jump?” Sim! E pulamos pra caceta!

Na hora das BAES quebrarem tudo com suas danças e requebradas como se tivessem nascido no Brasil tocou: “When The Last Time” (Clipse), “U Don’t Have To Call” (Usher), “I’m A Slave 4 U” (Britney), “Milkshake” (Kelis), “Shake Ur Ass” (Mystikal), “Move That Dope” (Future). Talvez tiveram outras, mas não me lembro agora. (Quem lembrar, por favor comentem nesse post).

Então chegou a hora das músicas do N*E*R*D. Logo percebi que iam chamar os malucos pra subir no palco. Enlouqueci! Me joguei o mais perto da grade possível para tentar ser puxado pra dentro. Não fui =(. E fiquei levemente frustrado, ainda mais por ver que quase nenhum dos caras que foram lá pra cima não sabiam nem o refrão da música!

Porém, fui recompensando. A amiga citada acima foi uma das garotas que subiram pra dançar e cantar “She Wants To Move” com Pharrell. Antes dela dar atenção para ele, ela, lá de cima, veio até perto da onde eu tava e mandou um Star Trak (_\\//). Quase chorei.

Depois, Pharrell comentou que ia tocar uma música que ele fez com o Snoop. Não era Beautiful, ainda. Era “Drop It Like Its Hot”. Todo mundo gritou tão alto “Snooooooooooooooooooooop” que foi a primeira vez que o surpreendemos. E então, veio “Beautiful”.

A música em que o clipe foi gravado no Brasil, no Rio de Janeiro, é especial para gente. É a maior ligação de Pharrell Williams com o nosso país. Tínhamos que fazer daquele momento algo especial. E FIZEMOS! Como pedi para todo mundo que pude, cantamos o bridge de Beautiful mesmo quando Pharrell já tinha parado. Acertamos ele com palmas e um coro cantando “I just want you…to know that you are really speciaaaal, oh aahh ohh aahh oh aaahh o aahhhh”. Vocês sabem do que eu to falando! E isso tomou uma proporção enorme. Daonde eu estava, parecia que todo mundo que tava no festival tava cantando. Talvez até Didi Wagner! (Risos). Foi nosso presente para Pharrell. Ele aceitou. Olhava para trás, para sua banda, dançarinas e backing vocals, e depois para sua esquerda, onde Helen (sua esposa) tava sentada, como se dissesse “Vocês estão vendo isso?”. Foi lindo.
PS: estou definitivamente em poucas lagrimas enquanto escrevo essa parte, porque decidi ver O VÍDEO do momento e dá pra ver que em 2:14 fomos eu e a ‘minha galera’ que iniciou tudo.

E teve “Gush”, “It Girl”, ambas do álbum GIRL. “Blurred Lines” fez todo mundo cantar o pegajoso “Hey Hey Hey”, do mesmo jeito que fez muita gente lembrar do Marvin Gaye (risos). Mas, novamente, não estava apenas vendo nosso ídolo no palco. Nós estávamos numa grande festa em que nosso ídolo estava cantando. Fiquei muito orgulhoso de ver poucas câmeras levantadas perto de mim.

“Get Lucky” foi outro hino. Porque, né? Brasil adora essa música! A festa apenas continuou. Olhei para trás e tinha tanta gente cantando que pensei: ‘cadê vocês para darem acessos ao meu site, einh?’ “Loose Yourself To Dance” continuou a balada, porém, perdi alguns momentos porque foi a hora que começaram a pegar crianças para, mais futuramente ali, dançarem “Happy” no palco.

Foi então que veio “Gust Of Wind”. Eu tinha esquecido que ele ia cantar essa música. Já tinha visto que ele tocou na Argentina. Quando percebi que se tratava dessa música, eu já temi: “vou chorar”. Acho que nunca falei para ninguém, mas essa música me emociona quase toda vez que a ouço. Para ser mais específico, é quando começa o último refrão (3:57). Os vocais do Pharrell soam de uma maneira que parecem querer tirar os pés do ouvinte do chão com toda a força. E adivinha em que hora começou a correr lagrimas aqui? Hahahaha.

E finalmente começou “Happy”. Uma molecada animada subiu lá para dançar com Pharrell a canção que, com certeza o fez ser escolhido para ser headliner do festival no último dia de Lollapalooza. Eu estava sem voz. Abraçando e dançando com meus amigos. Cantando tão alto que entrou papel picado na minha boca!

Enfim! O show não foi só do Pharrell Williams. O show dado por mim e pelas pessoas que estavam lá, seja cantando, dançando, gritando, pedindo para subir no palco, que subiu no palco, que fez o sinal Star Trak para sair nas fotos, que choraram e riram com um dos melhores momentos da minha vida.

Obrigado Lollapalooza, obrigado Pharrell, mas principalmente, obrigado a vocês que estavam lá pra mostrarem que eu não sou mais fãs que nenhum de vocês!

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